domingo, 26 de agosto de 2012



Trabalhar pra quê?
Light se rende ao assistencialismo petista e dá geladeiras de presente

Fonte: JB On Line

A Light, concessionária que distribui energia elétrica na capital, apresentou hoje (25) seu programa de eficiência  energética na comunidade de Salgueiro, zona norte da cidade, com a expectativa de atender a 1.500 famílias. A empresa investiu R$ 2,8 milhões na requalificação da rede de fornecimento, com estimativa de taxa de retorno entre 18 e 19%. O programa prevê a troca de lâmpadas e geladeiras por modelos mais econômicos.
A iniciativa da Light faz parte da contrapartida da concessionária, prevista no Programa Nacional de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia (MME), que determina que as empresas apliquem 1% de seu orçamento em programas que permitam a redução do desperdício de energia. Como o conceito é amplo, estão incluídas iniciativas como a do Salgueiro, mas também esforços em reciclagem, que diminui os gastos de energia na indústria, e educação do consumidor, por exemplo.
“Durante muito tempo, nós tentávamos entrar nas comunidades e todo o serviço era jogado fora, porque logo depois vinham as ligações clandestinas. Eram ligações diretas, muitas com fios inadequados e sem nenhum respaldo técnico. Logo depois vinham os defeitos, e as pessoas perdiam seus eletrodomésticos. Além disso, havia o risco de choques elétricos”, apontou o superintendente de Relacionamento com Comunidades da empresa, Mario Romano, que participou do evento.
O programa está focado na recuperação de imagem da empresa junto à comunidade e na inclusão de famílias que não utilizavam o sistema formal, Além da troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes e de geladeiras velhas por modelos mais novos eficientes, a iniciativa prevê palestras educativas e ações de reciclagem.
Podem pedir a troca de eletrodomésticos e lâmpadas os cidadãos beneficiados pela tarifa social de energia elétrica, que se destina a famílias de baixa renda inscritas em programas de auxílio do governo federal.
Romano informou que os gastos com o programa, em torno de R$ 100 milhões desde 2009, chegam a diminuir pela metade o consumo médio por família. No caso de geladeiras, a redução é de até dois terços, de 75 kw/h por mês para 25 kw/h por mês. Ao todo, já foram trocadas em torno de 33 mil geladeiras e 1 milhão de lâmpadas. Dados do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica dão conta de que as residências consumiam, em 2010, 23,9% da energia elétrica produzida no país.
O principal gasto de energia, porém, se dá com o aquecimento de água, que consome, no Rio de Janeiro, aproximadamente um quinto da energia residencial. A Light deve iniciar na cidade um programa próprio de coletores solares para o aquecimento residencial de água, em novembro deste ano, integrado às obras de habitação do PAC. A primeira comunidade pacificada prevista para receber os coletores é a Mangueira, na zona sul da cidade.

Opinião do OPINIÃO:
Talvez a pior coisa que possa acontecer ao brasileiro seja ele pertencer a classe média – mas a verdadeira classe média, não essa de mil reais inventada pelo PT.
Privilegiados que ocupam o topo da pirâmide social pouco se importam com preços e tarifas, os únicos incômodos são os provocados pela astronômica carga tributária, que também os atinge, embora amenizada pelas facilidades de sonegação inerentes à sua faixa de renda.
Havemos de reconhecer que o stalinismo demagógico petista conseguiu instalar o paraíso do proletariado no Brasil: ao transformar o pobre em mendigo, sustentando-o com as esmolas das isenções, os césares do ABC paulista fornecem o pão e circo aos escravos viciados.
É verdade que muito dessa culpa pertence ao próprio povo, ignorante do que sejam principios básicos de dignidade e que aceitam, felizes, esmolas travestidas de vale-gás, vale-transporte, bolsa-família, internet gratuita na favela, tarifa social de luz, ausência de IPTU, ausência de água e esgoto, vale-refeição e tudo o mais que permita uma vida sem o necessário e normalíssimo trabalho para prover o sustento.
É notório que são absolutamente inexistentes as reivindicações de como pegar o peixe: cursos profissionalizantes, ensino decente, escolas técnicas – estes sim, teriam de ser patrocinados e muito bem mantidos pelo governo – mas a grita por mais e mais esmolas é incessante. O povo viciou-se no ócio.
Que uma onda assistencialista tenha desfibrado todo um povo, embora espantoso, é um fato que temos de aceitar. Mas que empresas venham a aderir à mesma é sinal nítido e claro de dinheiro (ou benesses) públicas sendo injetadas nas mesmas, pois sem lucro não há empreendimento que sobreviva.
O Brasil hoje vive uma situação de Roma antiga, muito embora sem seu esplendor, poder e cultura.
Um punhado de ungidos, rodeados por luzidia corte de aduladores, sustentando a enorme massa bárbara. 
Breve, mesmo com futebol e telenovelas, essa mesma massa poderá se voltar contra seus criadores.