domingo, 19 de abril de 2015

Convivência


Existem mágicas cotidianas que são produzidas aleatoriamente e que só nos damos conta quando algo abrupto nos chama atenção para as mesmas.
No plano das convivências, tive esta visão recentemente, ao receber comentário sobre postagem que fiz referente ao meu credo político.
Existem aqueles que concordam totalmente, outros em parte e certamente haverão os que discordam frontalmente, e é justamente aí que identifico a tal "mágica".
Limitando-me aos discordantes - no todo ou em parte - fico cá com meus botões a pensar em José Facury, viajante cultural em plena travessia entre a Secretaria Municipal de Cultura e a tão sonhada Fundação de Cultura: eis um homem que, tenho certeza, não concorda em nada com meu credo político. Adepto da via socialista com uma fé inabalável e crente sincero do homem como espécie, em nada minhas catilinárias mudariam seus pontos de vista. E eis a mágica: somos amigos! Eu não o tento convencer de nada e nem ele á mim, e talvez este seja o segredo! Ou não?
Deixo esta pergunta pendente citando meu outro amigo, datado de mais de 40 anos de convivência, que se chama Marcelo Marino e escreveu recente comentário causador destas linhas.
Ele sim, tenta-me convencer de tudo, e eu á ele, numa rinha ideológico-social-financeira-automotiva de quatro décadas!
Imaginava eu que amizades seriam mantidas pelo silêncio nas discordâncias, mas observo que elas também são temperadas pelos bate-bocas discordantes, e absolutamente necessários.
Poderia acrescentar Carlos Bara, Bonifacista ferrenho cuja amizade comigo - alairista - não sofre abalos.
E já que falamos em Alair Corrêa, e o próprio? Socialista até a medula e que certamente nem se dá ao trabalho de ler meus arroubos direitistas?
E agora, qual será o teor dessa mágica?
Deixo a pergunta para ser respondida pelos leitores, neste domingo vadio e insuportável - como devem ser todos os domingos.
Que o Faustão lhes seja leve!