segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

CHICÃO, RENÚNCIA É COISA DE FROUXO!


Mudar de idéia, de escolhas ou de opinião é um direito de todos mas a coisa perde sua legitimidade quando, para justificarmos essa mudança, usamos outras pessoas para tal.

Em um postagem em seu blog, o professor Chicão pede a renúncia do prefeito Alair Corrêa por – segundo ele – dispor de um orçamento numericamente maior que o valor da folha de pagamentos e ainda assim “não conseguir pagá-la” e por não conseguir colocar “ordem” na cidade.

O prefeito pediu direito de resposta e lá foi publicada sua versão, contestando os argumentos e apresentando alguns números, fatos tais que não são meu objetivo aqui analisar.

Pois bem: em sua “resposta á resposta” de Alair, Chicão finca pé em sua posição e exige a saída do prefeito baseado no fato de que “ninguém acredita mais em Alair. Só alguns de seus portariados ainda o defendem, em geral por gratidão”.

E é aí que a porca torce o rabo.

Que o professor ignore – passe por cima mesmo, tal como fez – os argumentos do prefeito, é algo de previsível. Afinal, o que esperar de uma personalidade tão facilmente “fanatizável” por causas? 

Um professor que publica em seu blog a pérola “porque só loira protesta contra Dilma ? Jamais vi uma negra protestando” - incentivando assim o divisionismo e o ódio racial e de classes pregado pela criminosa agenda do PT e do Foro de São Paulo (ambos obedecidos cegamente por ele) – perdeu, de fato, a serenidade e isenção para estar em uma classe. 

A não ser que admitamos as escolas e universidades como o que realmente se transformaram: centros de doutrinação bolivariana.

Mas que este mesmo professor inclua milhares de pessoas como justificativa de seu raciocínio, apenas por terem cargos de confiança, aí já vai longe demais.

É preciso que Chicão cresça. A adolescência contestadora há tempos já se foi e a obrigatoriedade, em seu ofício, de manter-se em contato com estes jovens pressupõe uma pessoa que será a luz a guiá-los – e não um espantoso caso de regressão, de assimilação de valores do mais fraco pelo mais forte tornando-se um mestre em busca de aceitação, cuja única ferramenta é “fazer-se colega”, como demonstra.

Chicão não discute: Chicão quer, e pronto. Birra, comportamento infantil e – pior – egoísta, pois sua maior fonte de decepção é ver seu bairro em franca desordem, como de fato acontece.

Baseado no problema salarial dos professores – classe honrada, da qual faz parte – e no furdunço que os farofeiros, ano após ano, transformam seu bairro do Peró, Chicão crê possuir argumentos para exigir a renúncia de um prefeito.

Não é assim, Chicão.

Não apenas o Peró, mas muitos outros locais exigem atenção – mas não a renúncia, argumento este tão descabido que até mesmo a oposição hesita em usá-lo.

Garotos protestam, xingam, fazem birra e malcriações – e desistem fácil, pois se algo caracteriza os jovens é sua grande arrancada mas pouca resistência, em termos de busca de objetivos.

E Alair, do alto de seus setenta e poucos anos, talvez já tenha perdido a capacidade das grandes arrancadas. Mas, tal como acontece aos homens maduros, possui uma infinita capacidade de resistência – a resiliência da maturidade.

Desistir é para os fracos, Chicão.

O pedido saiu com endereço errado.

Walter Biancardine