quinta-feira, 3 de março de 2016

Alair vai á Brasília e reposição dos royalties deve sair - Prefeito apela ao SEPE pelo início das aulas


O prefeito Alair Corrêa esteve na manhã desta quinta-feira (3) em Brasília (DF) para mais uma reunião com representantes do Ministério da Fazenda, prefeitos e secretários de municípios que fazem parte da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (OMPETRO).
Ao final da reunião, o prefeito Alair Corrêa se mostrou confiante em sua análise sobre o que ficou estabelecido:

"Retorno bem animado porque avançamos bastante em nosso projeto de receber o que perdemos, considerando que tudo ocorreu por causa da crise econômica e da má administração da Petrobrás, e não por erro do município. Volto para Cabo Frio mais animado e esperançoso", disse Alair.

Na próxima semana haverá uma nova rodada de negociações entre os municípios integrantes da OMPETRO e o Ministério da Fazenda.

Aproveitando a oportunidade, o prefeito Alair Corrêa voltou a fazer um apelo aos professores da rede municipal de ensino para que retornem às aulas:

"Aproveito o momento para fazer um apelo ao SEPE, que se mantém em greve: que voltem às escolas e concluam os boletins dos alunos. É verdade que nos últimos quatro meses tivemos um atraso de 15 à 20 dias no pagamento dos funcionários, mas agora, assim que recebermos o que temos direito ou parte dele, a primeira coisa que faremos é colocar em dia os salários. Peço que, na assembleia de amanhã (4), se for possível, os professores procurem dar um passo atrás para avançar depois”, disse o prefeito, que completou:

Se nos próximos dois ou três meses não for conseguido nenhum recurso para Cabo Frio e se não acabarmos com os 15 a 20 dias de atraso no pagamento, se acharem por bem, voltem á greve. Este é o meu pedido aos professores", afirmou Alair.

OPINIÃO – Apelo ao bom senso

Esta é a hora mais que perfeita do SEPE Lagos mostrar á sociedade que sua longa jornada de protestos não encerra nenhuma finalidade eleitoral, servindo de palanque para promover candidaturas em outubro.

Do mesmo modo mostrará, aos já inúmeros críticos desta postura intransigente do sindicato, que a paralisação – tendo personificado suas queixas em um suposto “inimigo” comum, Alair Corrêa – não teria sido um bote salva vidas para tentar unir uma diretoria destroçada, com dirigentes irreconciliáveis e que provocaram enorme cisão interna entre os militantes da instituição.

Esta é a hora de mostrar que a greve não é palanque eleitoral e que seus diretores não precisam da mesma como uma “cola” que os mantenham unidos.

Que considerem a situação das milhares de crianças e jovens sem aulas e sem rumos.

Que considerem a rotina transtornada de milhares de pais e mães.

Que recuperem o respeito do povo, adotando uma postura razoável e de bom senso.


Walter Biancardine