domingo, 13 de março de 2016

DILMA DEMITIDA – FIM DE UMA ERA OU INÍCIO DE GOLPE?


O recado dado por 6 milhões de brasileiros neste domingo, em todos os estados do país, foi claro: Dilma, Lula e o PT são cartas fora do baralho.

Na maior manifestação pública da história do país a população exigiu o fim imediato da cleptocracia petista, a punição de todos os corruptos bem como endossou as ações do juiz Sérgio Moro e da Policia Federal.

Em um primeiro momento, as análises políticas apontaram o mutismo do Planalto como uma incapacidade de reação diante do gigantismo dos protestos, entretanto – passados já os sintomas mais fortes da embriaguez das ruas – percebe-se este silêncio de maneira muito mais ameaçadora do que, à primeira vista, poderia parecer: acuado e sem nada a perder, Lula pode simplesmente assumir um ministério e a coordenação política nesta segunda feira – leia-se “presidência da República” de fato – como uma desesperada tentativa de livrar sua própria pele e estender a permanência do PT no poder, até que um acaso salvador ou convulsões públicas favoreçam uma reação.

O nome de tal jogada é um só: golpe. Uma presidente da República resignar-se á um papel coadjuvante e ceder suas prerrogativas á quem quer que seja, não pode ser chamado de outra coisa, e o tão falado “golpe” que as esquerdas gostam de anunciar que não haverá, pode ser deflagrado pelo próprio Planalto com Lula ministro.

Argumenta-se que tal atitude de Lula significaria confissão de culpa ou que Dilma não teria mais como negociar com um Congresso cada vez mais hostil. Por outro lado é prudente lembrar que a jararaca está acuada, com um pé na cadeia e em vias de ver seu castelo de mentiras desmoronar-se em um bater de martelo e, por isso sem nada a perder, confiando na passividade de um povo já desmobilizado após a maior manifestação da história do país.

Esta semana será crucial para os destinos do Brasil e os noticiários apontarão nossos destinos: fim de uma era ou golpe de estado do PT.


Walter Biancardine