sexta-feira, 25 de março de 2016

O RIDÍCULO ATUAL - Editorial



No calor das paixões poucos se dão conta que vivemos, atualmente, uma situação ridícula que nos humilha e desabona, como povo e nação.

Sofremos diariamente um desgoverno ilegítimo, eleito fraudulentamente por urnas venezuelanas do compadre Chávez e à custa de bilhões sangrados de uma Petrobras, que não resistiu e faliu. Isso é apenas a ponta que se conhece do iceberg, o lado visível da lua que ainda esconde BNDES e muitos outros.

Fomos regidos por um Congresso assalariado, em sua quase plenitude, graças a uma quadrilha no poder que os bancava a troco de subserviência na aprovação ou rejeição de pautas. Estamos também sob a mira de Comandantes Militares passivos, omissos e cúmplices, que rebaixam as Forças Armadas ao papel tosco e humilhante de jagunços, cujo chefe é um analfabeto mau caráter, megalômano, criminoso, ladrão e rasteiro em seus apetites.

Mesmo a instância mais alta do Judiciário é alvo de graves suspeitas, após a fanfarronice do Nove-Dedos, que gabou-se de ter “cinco deles comendo em suas mãos”. A tal ponto caiu o STJ no descrédito popular que a remessa dos processos da Lava Jato, para tal Corte, foi sentida pelo povo como uma punhalada pelas costas.

Diante de tal quadro de descalabro, cada minuto que a quadrilha vermelha permanece no poder é um acinte, uma afronta, uma imposição ditatorial de sua sede de poder por cima da vontade da maioria esmagadora de brasileiros, que os repudiam.

Temos, no Palácio do Planalto, uma presidente com sérias deficiências cognitivas – limítrofe, mesmo – e que só não é melhor manipulada justamente por conta de sua doença, que a faz turrona, teimosa, uma autista esquizofrênica política. Devido a estes sérios e nítidos traços patológicos, sua atuação pública tem sido na exata contramão do que qualquer político normal faria: Sua Excelência prima por peitar o povo, afrontá-lo, desafiar cidadãos e instituições em um arremedo ovariano de um alcoólatra em último grau, o sub produto da sífilis moral que se chama Luis Inácio Lula da Silva.

A crise se arrasta desde antes de sua reeleição, e a ingovernabilidade do país data já de alguns meses. O povo está exausto, em choque por tamanhas e tão tremendas revelações divulgadas todos os dias e, ainda assim, faz sua parte indo às ruas. Os ânimos se acirram rapidamente, a intolerância cresce e o diálogo encolhe-se na medida exata em que percebemos – exasperados – que o impasse parece não ter fim.

Vamos às ruas e nada acontece. Protestamos e nossas reivindicações são prontamente contrariadas. Apelamos ao Congresso e os mesmos escalam um muro conveniente, leiloando sua adesão nos moldes mensalões aos quais se acostumaram. Imploramos às Forças Armadas e as mesmas se dividem entre uma metade frouxa – escondida atrás de uma “legalidade” que permita preservar suas preciosas e confortáveis carreiras – e outra metade ignóbil, que acena publicamente apoio ao planejado golpe de estado petista.

Os demônios estão soltos neste país, o povo está sozinho, sem sequer líderes e desarmado.

Já apelamos a todas as instâncias do poder, e nada de incisivo foi dado em troca. 

Políticos com posições definidas como Jair Bolsonaro ou Ronaldo Caiado são ignorados ou ridicularizados pela mídia – a mais perversa e insinuante cúmplice de tal sistema. Querem impor-nos uma paciência bovina diante da possibilidade do impeachment, mas assistimos o xadrez diário de suas negociações venais e nos desiludimos. E mesmo tal ato – que não é golpe e sim instrumento constitucional – poderá tirar uma presidente oligofrênica do poder, mas não fará a faxina necessária no país: a doutrinação marxista nas escolas e faculdades continuará, os pseudo-movimentos sociais continuarão infernizando nosso cotidiano e velhas múmias midiáticas – tais como Chico Buarque, Gilberto Gil e outros usufruidores da ditadura militar – apenas ganharão mais força. 

A proteção e vitimização dos criminosos (os comuns mesmo, não os de colarinho branco) se perpetuará e continuaremos reféns do politicamente correto, que invade nossas consciências e censura o livre-pensamento. 

Erotização precoce, relativização de valores morais e apologia da mediocridade continuarão a tônica dominante em nosso dia a dia e teremos de engolir – mesmo sem o PT no poder, sua virulência continuará impregnada no país.

O que fazer? A quem mais ainda recorrer?

Não sabemos a resposta, infelizmente, pois todos que detém alguma parcela de poder estão cooptados ou – como o juiz Sergio Moro – manietados e ameaçados de morte.

Resta-nos orar – desde que o padre não seja ligado á CNBB.


Walter Biancardine