terça-feira, 22 de março de 2016

TRAIDORES DA PÁTRIA - TEORI ZAWASCKI


Luto.
Luto absoluto.
Não há outro sentimento que acometa o brasileiro de bem diante da traição servil de um homem, um senhor que certamente terá filhos e netos, mas envergonhados de sua ascendência venal.

Ao cometer a barbárie de devolver o processo contra o criminoso Luis Inácio ao STF, tirando-o das mãos de Sérgio Moro, Teori Zawascki cria o inédito precedente de conceder foro privilegiado a um cidadão comum, bem como confessa de público e inteiro teor as conversas gravadas entre o vulgar ex presidente e um de seus acólitos.

Pior: não apenas prestando-se ao papel de office-boy de um analfabeto criminoso, vai além e ainda determina que o homem credor da admiração de toda uma nação explique-se, por haver suspendido o sigilo das gravações. Ou seja, não apenas rouba, como mata.

Muitos não entendem as razões do país estar tomado por uma onda de radicalismo, mas poucos terão a coragem de admitir que apoiar extremismos é a saída desesperada dos que não suportam mais a lentidão sádica do conta-gotas institucional, que pinga pequenas vitórias e derrama derrotas na cara do brasileiro, diariamente.

A nação não mais pode suportar tal estado de coisas: ameaçada por bandidos travestidos de movimentos sociais – os Cangaceiros de Guilherme Boulos – acuados por juízes covardes e venais, exasperados por parlamentares em leilão e espreitados por ditadores vizinhos, em sua ânsia invasora.

O povo deve ir para as ruas gritar, protestar e de lá não arredar o pé até que haja um sinal de recuo. Que aconteça a desobediência civil. Que ninguém trabalhe, para ir protestar. Que nenhum imposto mais seja pago, até que os cofres ignóbeis desmaiem por inanição.

Contar com a intervenção das Forças Armadas diante de tal estado de caos não é mais um extremismo, é uma tábua de salvação, é instinto de sobrevivência.

E que o bom Deus permita que seus chefes não estejam, também, nos bolsos petistas.


Walter Biancardine