sexta-feira, 1 de abril de 2016

UMA BREVE ANÁLISE DO DESESPERO – Oposição em Cabo Frio perde rumo e bandeiras


O tempo é senhor da razão.

A frase, que ganhou triste notoriedade nos anos 90 graças a uma camiseta do ex presidente Fernando Collor, sobrevive e se aplica aos políticos da oposição na cidade.

De maneira implacável, cruel e quase irônica, a crise política criada pelas roubalheiras ditatoriais do PT, Lula e Dilma, permeou através das instâncias de poder e foi desmascarando antigos usuários de discursos mofados e posturas hipócritas.

O deputado Federal Marquinho Mendes é um exemplo: entalado em uma sinuca de bico entre a necessidade de fechar com o PT de Cabo Frio e a opinião pública, não teve dúvidas e já avisou que vai votar CONTRA o impeachment de Dilma Roussef – que se dane o Brasil, desde que ele ganhe 15 segundos a mais de tempo na propaganda eleitoral da TV. Aliás, o histórico da associação de MM com o PT não é dos mais bonitos. Basta lembrar o escândalo do “pacotinho bom pra cacete”, gravado e mostrado nas TV's como um suborno ao vivo e a cores.

Já o deputado Estadual Janio Mendes arrasta atrás de si uma triste estrada de subserviência: curvou-se ao Sérgio Cabral, curvou-se ao Pezão, curvou-se á barbárie de Lupi e Ciro Gomes e se curvará a qualquer um que signifique uma esmola a sua candidatura de prefeito. Janio é o Lula municipal: há anos criticando, vendendo uma suposta coerência, anunciando esperança e agora, ao roçar o desespero, encarnar o “Janinho Paz e Amor” para conquistar “azelites” que sempre demonizou. Sem tirar nem pôr.

No campo da vereança esta mesma oposição é, ao menos, coerente: tão medíocre quanto seus candidatos majoritários, assim os são seus postulantes á Câmara. De professores-sindicalistas que já iniciam sua carreira politica com a batida mentira do “nada do que faço tem pretensão eleitoral” - e que depois verificamos ser a única razão de suas atitudes – até o desespero raspa de tacho em convidar expoentes do anonimato musical (o “musical” corre por conta da boa vontade do autor) ou repórteres policiais que repentinamente se arvoram em canhestros analistas políticos, tudo vale em busca da nominata.

O que mais entristece neste cenário é termos a certeza de que eles nos acham nada mais que otários. É sabermos que o julgamento que fazem de nossa inteligência é tão rasteiro que acham suficiente pendurar a candidatura de um Peter Pan politico ou uma contumaz defensora das drogas para que acreditemos no “novo”, na “mudança”, nos dias melhores prometidos.

É a glamourização da mediocridade, conforme preconizado pelas lideranças lá em cima.

O que eles mandam lá em Brasília, seus prepostos repetem aqui. E não há motivos para crermos que, só em Cabo Frio, será diferente.

Enquanto isso, Alair Corrêa trabalha. E muito.


Walter Biancardine