EDITORIAL – O PODER TEM MEDO


Basta uma rápida olhada no teor de notícias ou temas de programas veiculados pelas principais mídias do Brasil para que notemos o histerismo, que parece ter dominado a outrora tranquila classe dominante.

Em um mesmo canal – Globo News por exemplo – podemos ver em menos de 20 minutos uma sequência de pautas que abrangem o inevitável tema das “fake news”, que é o boneco de Judas eleito pela grande mídia para tentar desqualificar a força arrasadora da internet, em toda sua presença cotidiana das pautas da emissora.

Alegam que seria uma fonte de boatos ou alarmista, mas o argumento revelou-se tão fraco que já está sendo refinado: agora divulgam que a internet captura nossos dados pessoais para vendê-los e faturar com isso. Pior: capturaria também nossos gostos e preferências não só como alvo de comércio mas – principalmente – como mira precisa para políticos em busca de eleitores potenciais.

A verdade é que as redes sociais deram voz a quem nunca teve: o povo, e a elite se assustou com o que ouviu. E ganharam força novamente as intenções de censurar a internet.

Temendo a justa ira das massas – expostas nas postagens de gente comum, sem nenhuma pretensão política – articularam-se e produziram eles próprios suas “fake news”, mas com preocupante teor de verdade: os recentes tumultos, ameaças á vida e atentados noticiados na TV.

Interessante observar que a estratégia abrange todo o leque ideológico, da direita á esquerda: das ameaças ao relator da Lava Jato no STF ao assassinato de notória militante de causas esquerdistas no Rio, temos como recheio supostos tiros disparados contra a comitiva do homem que lançou o país nesta barafunda: Lula. E estes últimos tem causa dupla: emprestam realismo á farsa e aliviam a indignação popular contra o absurdo legal decidido pelo STF em favor do petista – seu habeas corpus abortivo e inaceitável.

Pode parecer estranho considerar que atentados, tiros, tumultos, assassinatos ou ameaças sejam engendradas pelas elites para atingir seus pares, mas é óbvio. Comedimento ou valores morais nunca foram o forte desta gente. Mas o princípio de funcionamento é evidente e já exaustivamente testado pela Rede Globo: a emissora mais criticada no país pela esquerda é justamente a que mais impregnou nossas cabeças com as bandeiras socialistas, através de suas novelas, noticiários e até programas de humor.

O raciocínio é simples: pelo capricho em suas produções, a emissora acabou associada á uma suposta aliança com os ricos e assim não haveriam contestações quando esta TV expusesse, sem máscaras, sua doutrinação popular esquerdista – afinal, “a esquerda odeia a Globo, como ela mostraria algo favorável á eles?” - e assim engoliríamos suas orientações sem reclamarmos.

Ora, “os ricos não matariam seus colegas, não ameaçariam um Ministro do STF, portanto os tiros contra a caravana de Lula são verdadeiros!”

A verdade é que estamos em um ponto limite.

E o que mais desespera essa gente é o fato do deputado Jair Bolsonaro liderar folgadamente as intenções de voto para presidente.

Teriam coragem de fraudar novamente as urnas, tal como na última eleição de Dilma?

Não sabemos. Mas do ódio diário contra Donald Trump – o quê ele tem a ver conosco? - até um intempestivo surto comemorativo das balbúrdias de 1968, a grande mídia tudo tenta, tudo arrisca e não tem mais medo de expor seu desespero.

É ligar a TV para ver até onde chegarão.

Walter Biancardine